terça-feira, 22 de novembro de 2011

Vento
Por Fernanda Berthoud



VAI A ONDA
VEM A NUVEM
CAI A FOLHA
QUEM SOPRA MEU NOME?

O VENTO QUE SOPRA MEU CORPO
BALANÇANDO E RODOPIANDO MEU CORAÇÃO
ALIMENTA A MINHA FOME.

VENTO, ME LEVE PARA OS QUATRO CANTOS DO MUNDO
COM PASSOS DE UMA DANÇA MANSA
QUERO CONHECÊ-LO, QUERO SENTI-LO
SUAVEMENTE,

VEM VENTO, SOPRA MEU NOME?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ai, que preguicinha...



Poema: Quarta-Feira - Fernanda Berthoud - 09/11/2011


Quarta-Feira...
Ai que preguicinha,
Estica os braços, pernas, corpo
Inclina a cabecinha
de um lado para o outro
Fazendo ginastiquinha.
Acorda corpo danado
É preciso levantar
O dia está lindo lá fora
E está querendo te abraçar.
Força, ânimo, saia dessa cama
Você precisa trabalhar
O relógio não espera
Você vai se atrasar
Acorda corpo danado
E pare de enrolar.
Hoje é Quarta-Feira
Meio de semana
Contagem regressiva
Pra ficar mais tempo na cama.
Por isso não desanime,
Corpo preguiçoso,
Levante sem demora
E tome um banho gostoso.
Sentirás revigorado
Pronto, disposto
Para encarar essa Quarta-Feira
Com muito mais gosto.
Ai que preguicinha....

 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O Lápis Bailarino

O Lápis Bailarino

(por Fernanda Berthoud)


O lápis pôs a ponta numa folha branca,
Bem branquinha.
E numa dança foi bailando
Suavemente entrelinhas.
Não sabia o que registrar
Nem preocupado estaria
Estava ali para bailar
E fazia com maestria.
Entre um deslize e outro
Algo mágico aconteceu...
Uma palavra foi desenhada,
Uma palavra o lápis escreveu.
- Eu sei escrever! Gritou feliz o lápis,
Diante daquela situação.
- Não sou apenas bailarino,
Agora sou escritor do coração!
De hora em diante o lápis bailarino
Dedicou-se a esta nova missão
Escreveu vários poemas
Como este que está em suas mãos!

 (Criado em: 25/10/2011)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Poção Mágica


 "Fecho os olhos pra não ver passar o tempo"


Poção Mágica

Por Fernanda Berthoud

Eu sou uma criança num corpo adulto,
Já um pouco cansado pelo excesso de peso.
Mas isso não atrapalha,
Não no momento em que estou diante de olhos atentos,
Olhos brilhantes, respirações ofegantes.

Estar diante de crianças, é o mesmo que estar entre flores
Numa manhã de primavera, com um sol manso a esquentar nossa pele.
Ouvir suas risadas é como ver várias borboletas bailando no ar,
Ali, bem a nossa frente, e maravilhar-se com essa magia.

Quando conto histórias, me transporto para um mundo mágico
Sinto-me personagem da história,
Quando consigo encantá-las
E percebê-las tão envolvidas quanto eu,
Transformo-me em criança, sinto, vejo, sorrio como criança.

Se dias passam sem que eu tenha esse contato,
Sinto-me fragilizada e me vejo enfraquecer aos poucos,
Como esses heróis de desenhos animados
Que necessitam de espinafre ou de criptonita para fortalecerem.
Elas são minha poção mágica de vida.

Ser criança é saber viver tão intensamente
Tão livremente, sem preocupar com o dia de amanhã
Não quero essa vida adulta tão turbulenta
Tão ranzinza e impaciente.

Quero ter alma de criança, coração de criança
Saber perdoar, saber amar, saber dividir
Quero envelhecer e ainda ter na lembrança
Como fazer essa criança sorrir.






quinta-feira, 11 de agosto de 2011

DICA DE LEITURA: A Menina que Roubava Livros




Escrito em 2006, best-seller de Markus Zusak,
 autor Australiano nascido em 23 de junho de 1975.



Quem gosta daqueles livros que prendem a nossa atenção e submete-nos ao vicio de ler e ler para saber o que vai acontecer?

Se você é assim, se identificará, e, vai amar o livro “A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS”.

Vou ser sincera que no início encontrei certa dificuldade de compreensão, voltei algumas páginas, na minha persistência, e não me arrependi.

Trata-se de uma história emocionante, onde o real brinca com o imaginário, resultando num surpreendente enredo narrado, nada mais nada menos, pela “morte”que se impressiona com a vida de uma garotinha e resolve dividi-la conosco.

Liesel é ainda uma menina, quando é levada pela mãe para ser adotada por um casal alemão, a caminho de sua nova casa, seu irmão morre no colo da mãe dentro de um trem, e assim é feito seu funeral. Um dos coveiros derruba sobre a neve um pequeno livro chamado “Manual do coveiro”. Lisel inicia aí sua lista de “furtos”.

Mesmo sem saber ler, tem um grande carinho pelo livro, pois é a única lembrança de seu irmão e sua mãe. Sua nova família também é pobre, mais ainda com algum trabalho para o sustento. A garota é recebida com muito amor. O pai passa a ser seu melhor amigo e a mãe apesar de estúpida, uma mulher de palavras duras, em decorrer da leitura, podemos concluir que amava sem saber demonstrar... Os três viviam felizes, a menina vai para a escola, ajuda a mãe com as roupas que lava para fora e assim cria-se um vínculo de carinho entre eles.

 Liesel tem certa dificuldade na escola e o pai começa a ajudá-la em casa, todas as noites eles lêem juntos...

A menina encontra um amigo, (que lá no final do livro a gente fica sabendo que ela se apaixona por ele), Rudy que vive pedindo um beijo à menina, (acho que ela sempre quis dá-lo, o que faltou foi coragem...). Quando ele morre, ela beija seus lábios empoeirados - dá até raiva, mas na verdade você chora.

Mudando um pouquinho de assunto, quando Liesel, ainda, entrega roupas para sua mãe - eu digo “ainda” porque vai chegar uma hora que as portas vão se fechar e não haverá emprego algum, acaba entregando na casa do prefeito da cidade, onde conhece uma linda biblioteca. Faz amizade com a esposa do prefeito que lhe doa um livro no dia que dispensa o serviço de sua mãe. Com a ajuda de Rudy, ela entra escondido nesta casa roubando outros livros.

Este era seu maior prazer, roubar livros.

Um dia seu pai lhe conta a história de seu acordeom, um instrumento que é sua maior paixão, o homem ganhara este instrumento em uma ocasião onde um amigo o ajudou e acabou morrendo em seu lugar, então ele prometeu a família que um dia pagaria esta dívida de algum modo.

Não passa muito tempo e essa dívida é cobrada. Um dia bate na porta um rapaz pedindo ajuda, e a família via-se obrigada a ajudá-lo. Agora que começa a emoção da história, o rapaz é judeu e a Alemanha está em guerra contra os Judeus, Max fica escondido no porão e cria uma amizade incondicional com Liesel, a pequena judia admira seu amigo e luta pela sua sobrevivência.

Enfim, sabe o que acontece? Melhor eu não contar se não perde a graça... rs

Leia o livro, porque eu resumi muito... Têm muitos detalhes para ler, sentir se emocionar.



Lilia Rodrigues

sábado, 9 de julho de 2011

Travessia


Travessia
Por Fernanda Berthoud

No nada, bem longe de tudo, de todos, sentei numa pedra.
Eu não queria pensar, não queria lamentar, só queria existir.
Por um momento eu quis esquecer a vida
e nem preocupar com a morte.
Não lamentar do tempo que passa rapidamente entre nossos dedos.
Esquecer dos amores. Esquecer das dores.
 Esquecer dos sonhos e de tudo que poderia me assombrar.
Quis passar horas e horas, sentada àquela pedra,
 apenas sentindo o vento tocar meu rosto,
borboletas dançarem perto do meu corpo,
ver formigas desviarem a sua trilha contornando meus pés.
Não consegui ficar no nada, olhando para a imensidão de mundo.
Levantei-me da pedra e resolvi buscar-te, mais uma vez,
Nessa travessia solitária.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quem sou eu?

Por Fernanda Berthoud

Olhe em meus olhos
Decifre minha mente...
Ou entenda meu coração, tão somente!


Faça silêncio...
Ouça apenas a minha respiração.
Ela diz muito sobre mim...basta que ouça com atenção.


Quem sou eu?
Sou menina, sou mulher, sou anciã...
Sou o fogo, sou o vento, sou o calor da manhã...
Sou a prisão, sou a liberdade...
Sou a brisa, sou a tempestade...
Sou o sorriso, sou a tristeza...
Sou a lágrima, sou a beleza...
Sou o que eu quiser ser...
Sou de pensar que querer é poder...
Sou a perseverança, sou capaz...
Sou sonhadora, sou aquela que faz...
Sou contraditória, sou indecisa...
Sou o que for...
Mas acima de tudo...
Eu sou o amor.